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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Primeiro de muitos


Coelhos:  Os novos pets queridinhos

Os coelhos pertencem à família Leporidae e a ordem Lagomorpha, estão naturalmente em vários locais com exceção da Oceania e Antártica. Eles têm pele fina, coberta de pelos de várias densidades, com orelhas grandes de grande extensão, lembrando que elas não foram feitas para contenção do animal, porque são muito vascularizadas, a sua função principal é a captação de sons de predadores, além do controle térmico corporal.
 Os coelhos são animais dóceis, inteligentes, de fácil treinamento, mantém uma grande afeição pelo dono, tímidos, um tanto quanto medrosos (sinal que pode ser observado quando ele bate as patas traseiras, e emite um som baixo).
Estima-se a média de vida é por volta de 6 – 13 anos. As raças mini podem atingir até 2 kg, as raças anãs podem chegar até 3 kg, já as médias em torno de 4 a 5 kg, as gigantes chegam à 7 kg. Existem mais de 50 raças de coelhos. Diferente dos roedores os coelhos têm um par de superior de incisivos e um par inferior de incisivos, e no total 28 dentes.
A coloração do pelame, pode variar bastante conforme a raça, desde as cores sólidas: albino (coelho de olhos vermelhos), vermelho (ou bege), preto, agouti, cinza, branco (coelho de olhos pretos), aos malhados e multicoloridos. Eles nascem sem pelos e dentro de um ninho subterrâneo quando está no meio ambiente, mas, quando está em gaiolas, prefere ninhos fechados, para aquecer os filhotes.

Manejo ambiental
Gaiola, brinquedos, substratos, (areia de gato mais grossa, maravalha, nunca usar sílica e nem areia de gato fina, pois, pode acometer o trato respiratório), material para desgaste dos dentes, eles são elodentes, ou seja, apresentam crescimento contínuo dos dentes. Temperatura sempre abaixo de 25 ºC e superior a 15ºC e umidade entre 30 e 60%, esses animais devem ter contato com a luz de pelo menos 12 horas por dia. Ao ser domesticados costumam fazer suas necessidades sempre no mesmo local, sempre bom deixar este pet se exercitar (correr e pular) pelo menos 4 horas diárias.
Manejo alimentar
Simples, natural e com bastante variação. Verduras escuras são sua preferência, mas, não deve faltar jamais a ração peletizada de qualidade a quantidade deve variar entre 2% e 3% do peso vivo/dia, as frutas podem ser oferecidas com parcimônia, por exemplo jamais oferecer abate ao coelho é completamente tóxica para ele, maçã oferecer sempre sem caroço, uma vez por semana oferecer cenoura, não oferecer alface, pois, favorece o surgimento de desinteira,a beterraba escurece a urina do coelho deixando-a levemente com cor de sangue . Os coelhos assim como os cavalos possum ceco, por isso, eles fazem a chamada cecotrofia onde se alimentam de suas fezes em forma de amora para absorção total de nutrientes.

Manejo sanitário
Gaiolas deverão ser totalmente limpas e livres de pelos e dejetos dos animais, sempre que possível deixa-la sem animal e fazer a desinfecção com derivados de iodados, usando sempre detergentes e desinfetantes, a eliminação de pelos é essencial para a prevenção de sarnas e diarreias.

Manejo reprodutivo
As Fêmeas se tornam férteis entre 4 e 5 meses de vida, a ovulação da coelha é induzida após 10 ou 12 horas após a cópula. O macho se torna maduro para a reprodução entre 5 e 6 meses de vida. A gestação da coelha ocorre entre 29 a 32 dias, o parto é rápido saindo um coelho por vez, com os anexos placentários, os láparos (filhotes de coelho ao nascer até seu 10º ou 12º dia de vida) são alimentados pela fêmea entre 1 ou 2 vezes ao dia, sempre olhar se a pele dos filhotes está muito enrugada e a barriga murcha isso significa que não foram amamentados sempre olhar se a mãe não os abandonou, caso isso tenha ocorrido, solicitar orientação de um médico veterinário especializado para orientar o melhor aleitamento.
Os láparos abrirão os olhos entre 10 ou 12 dias de vida onde começarão a sair do ninho por curiosidade, geralmente entre 15 e 20 dias de vida o coelhinho começará se alimentar de sólidos importante fornecer aos filhotes alimentos verdes e ração peletizada. Entre 6 e 8 semanas eles se tornam independentes.

Principais afecções
Maloclusão dos incisivos é a manifestação clínica mais comumente encontrada nos coelhos e que pode levar ao hipercrescimento dentário.
Estase gastrointestinal é a segunda doença clínica de maior prevalência em coelhos que indicam causas predisponentes a obstrução mecânica ou falhas na propulsão do conteúdo gastrintestinal, as causas podem ser desidratação e impactação de ingesta, presença de corpo estranho.
Fezes em formato de colar de pérolas muito comuns em fêmeas na fase de feitura do ninho, onde as mesmas ingerem grande quantidade de pelos onde estes saem nas fezes formando um colar, para melhorar este quadro aconselhá-se diminuir a quantidade de ração peletizada e aumentar a quantidade de volumoso para que o pelo não fique impactado no trato gastrointestinal levando ao quadro grave de estase gastrointestinal.
Pododermatite ulcerativa são áreas da pele ulceradas e infectadas, geralmente localizadas na face ventral das regiões társicas e metatársicas, que ocasiona uma condição dolorosa e progressiva, animais que estão predispostos a esta doença são animais obesos, com piso inadequado, falta de higiene, feridas cutâneas, raças com pouca disposição pilosa, condição traumática ou genética.
Sarna auricular ou psorótica, caracteriza-se por crosta que se acumulam nas orelhas e produzem uma otite por ácaros, os coelhos começam a balançar a cabeça para sacudir as orelhas com as patas traseiras, procuram coçar a orelha afetada, não é uma doença grave, porém, se torna grave caso não seja tratada e o pior que é contagiosa.
Apesar de todas essas informações ainda o melhor é a prevenção leve seu animal ao veterinário especializado pelo menos uma vez ao ano.

Referências bibliográficas:
Vieira MI Doenças de coelho – manual prático LPM
Pessoa CA – Tratado de animais silvestres – medicina veterinária, 1ª Ed.São Paulo:Editora Roca; 2007 pp 1209-1237
Moura ASAM, Polastre R, Yamaguishi EO – Manual de orientação para pequenos e médios criadores de coelhos – UNESP – 2001

Eve Golin

É integrante do Grupo de Estudos de Animais Silvestres (GEAS) e do Grupo de Estudos Agro Pecuários e Zootécnicos (GEPAZ) da Universidade de Sorocaba (UNISO) e graduanda em Medicina Veterinária da UNISO. 
Cada dia que passa mais me sinto bem com a minha nova profissão hoje após a palestra da Pós PhD Cristiane Schilbach Pizzutto estou mais certa do que quero e ainda mais dura na minha opinião com relação ao zoos do mundo, existe sim a possibilidade de dar um pouco de felicidade aos animais sim, existe um trabalho sério nos zoos sim.

Existe uma vida séria sim, na medicina de silvestres e na medicina de produção, o que muitas pessoas não conseguem enxergar, ou se fazem de idiota sei lá.

Bem, estou certa do que quero e ainda mais determinada em continuar com meu projeto de ser veterinária de reprodução de animais de produção,de selvagens e silvestres.

Estou no caminho correto, estou no caminho certo.

Obrigada, meu Deus pela permissão de mais um dia nesta vida conhecer pessoas boas e que tem afinidade com os meus sentimentos puros e verdadeiros.


Eve Golin