sábado, 25 de março de 2017
sábado, 4 de março de 2017
Já sei namorar - Tribalistas
Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juízo
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juízo
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer
Amor, I love you - Marisa Monte
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam
Aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se
Ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido
Que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim numa existência
Superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu encanto diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam
Aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se
Ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido
Que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim numa existência
Superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu encanto diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Reza - Rita Lee
Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim
Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim
Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim
Deus me proteja da sua inveja
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim
Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você
Aprenda a gostar de você
Com o tempo você vai percebendo que ser feliz com outra pessoa você precisa em primeiro lugar não precisar dela. A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional a monografia de final de curso, as contas a pagar, mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequena ficamos perguntando: ”quando será que ele vai chegar?” E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida: “Será que é ele?”
Como diz meu pai: ”Nessa idade tudo é definitivo”, pelo menos a gente achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos escolhiam o nome dos filhos, o lugar a lua-de-mel e, de repente...
Plaft! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito “do próximo” você percebe que cair a guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas, que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue “imagem e ação” e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas, continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos a luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade que vai do forró ao beatles, mas, o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora. Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precise em primeiro lugar é não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente a gostar de quem também gosta de você. O segredo não é correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas, quem estava procurando por você.
Mário Quintana.
Calçados novos e sapatos velhos
Seja prudente com a novidade. Nunca a procure por ela mesma, mas pela melhoria que poderá proporcionar ao seu trabalho e a sua vida. Essa melhoria depende tanto de você
como da sua própria novidade.
A roupa nova que você comprou só lhe ficará realmente bem quando você a tiver feito sua, ajustada ao seu corpo, adaptada aos seus gestos e a sua maneira de ser.
Esses sapatos novos bons e bonitos que você acabou de comprar, você só os desfrutará verdadeiramente quando os tiver “desgastado” e quando, depois de um período mais ou menos longo e penoso, dependendo da qualidade do calçado e da sensibilidade dos seus pés, você tiver realmente se apropriado deles, a ponto de que ninguém além de você poderia usá-los com a mesma satisfação. Durante muito tempo, ao voltar para casa depois de uma caminhada, ainda será nos seus velhos sapatos que você descansará os pés doloridos.
Você deve adotar com a mesma prudência as técnicas modernas, procurando as que – fruto de trabalhadores experimentados – lhe pareçam mais aptas para enfrentar os
cimos a que você terá de subir: não se admire se, a principio, ao forem absolutamente utilizáveis. Desgaste-as, faça-as suas; não tenha nenhum escrúpulo em voltar, de tempos em tempos, aos métodos anteriores que já estejam mais ajustados à sua classe e ao seu temperamento de educador. Então você voltará com mais ousadia e mais
entusiasmo para a vida nova que o espera.
Não é a novidade que deve atrair e guiar, mas a VIDA. Não espere que esses sapatos se gastem a ponto de você ter de voltar para casa com a sola batendo, para comprar e amaciar sapatos novos; ou então a ponto de, no inverno, a neve e o frio os encharcarem e atravessarem um couro gasto.
Há certos indivíduos que temos a impressão de sempre ter visto raspando o chão com sapatos gastos, cujo couro endurecido formou pregas pré-históricas. E outros que parecem igualmente incomodados com sapatos eternamente novos, que eles não conseguem domar e que lhes impõem um andar rígido e automático.
Não seja nem o tradicionalista endurecido, nem o inovador caçador de aventuras. Procure, conosco, técnicas práticas e flexíveis; desgaste-as conosco, na experiência coletiva; faça-as suas até marcá-las com a sua maneira de andar com o seu temperamento.
Conosco, então, você poderá seguir com entusiasmo e certeza, na calorosa caminhada para o futuro!
Trecho do livro: Pedagogia do bom senso.
Célestin Freinet(1896-1966) professor e educador francês.
EU APRENDI...
EU APRENDI...
Que a melhor sala de aula
do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha.
EU APRENDI...
Que quanto menos tempo tenho
mais coisas consigo fazer.
EU APRENDI...
Que ter uma criança
adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.
EU APRENDI...
Que só se deve dar
conselho em duas ocasiões: Quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte.
EU APRENDI...
Que eu sempre posso rezar
por alguém quando não posso ajudá-lo de alguma forma.
EU APRENDI...
Que não importa quanta
seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão
para se divertir junto.
EU APRENDI...
Que dinheiro não compra
“classe”.
EU APRENDI...
Que são os pequenos acontecimentos diários que tornam
a vida espetacular.
EU APRENDI...
Que debaixo da “casca
grossa” existe uma pessoa que deseja ser apreciada e amada, e não sabe se
manifestar.
EU APRENDI...
Que se Deus não fez tudo
num só dia, o que me faz pensar que eu possa?
EU APRENDI...
Que ninguém é perfeito até
que você se apaixone por essa pessoa.
EU APRENDI...
Que eu gostaria de ter
dito a minha mãe que a amava, uma vez mais, antes dela morrer.
EU APRENDI...
Que as oportunidades nunca
são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu.
EU APRENDI...
Que um sorriso é a maneira
mais barata de melhorar sua aparência.
EU APRENDI...
Que quando você planeja se
nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar
você.
Texto
de: William Shakespeare (*1564 + 1616) dramaturgo e poeta inglês.
Tesouro de Bresa
Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso? Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou:
"O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo." Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.
Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento. Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e
poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo. No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu: "O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que
lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber""...
Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis. O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.
Autor Desconhecido
Evelyn Golin
APRENDA A MOTIVAR-SE
Diariamente nos deparamos com situações que
nos colocam à prova e em evidência perante nossos colegas de trabalho. Quem
disse que o mundo corporativo é uma selva, estava coberto de razão. Uma selva
aonde só os mais fortes sobrevivem.
Como enfrentar esse clima e essa
batalha? Aonde encontrar a força e a motivação necessárias para seguir em
frente, matar um leão por dia e ainda buscar o reconhecimento merecido?
A luta pelo sucesso não é tarefa
fácil. É preciso algo a mais do que simples
competência. É preciso bom relacionamento, capacidade de lidar com o
inesperado, sangue frio , paciência e uma boa dose de sorte também.
A sorte tem seu papel nesta guerra mas
ela sempre acontece para quem sabe aproveitar as oportunidades que se
apresentam sem aviso e também para quem não prejudica deliberadamente os
outros.
Motivar-se diariamente e persistir no caminho são as partes mais
árduas. Exigem um foco incrível e uma visão de futuro que poucos têm. É como
manter um casamento feliz e muitos fracassam na tentativa porque perdem o foco
e desmotivam-se.
Existem dias bons e dias péssimos no
quesito motivação. Dias em que tudo dá errado e dias em que as coisas boas
simplesmente acontecem. Saber equilibrar-se nessa gangorra é o segredo para não
ficar exposto aos extremos ( alegria exagerada ou tristeza profunda) porque
viver nestas duas situações acaba por gerar um desgaste muito grande.
Procure não se abalar por qualquer
coisa. Priorize suas atividades e suas reações. Reaja de maneira menos intensa
quando o assunto não for tão sério e nem de maneira banal quando a coisa for
grave. Crie um equilíbrio de emoções para manter sua mente saudável e
resistente aos golpes. Desta forma é mais coerente resolver os problemas, mais
sábio e mais produtivo. Permita-se um tempo para pensar ao invés de agir
impulsivamente. Reflita, use sua
inteligência , seja estrategista. Tudo isto vai provocar em você uma
motivação até então desconhecida, que virá de decisões acertadas e pequenas
vitórias diárias e vão alimentar seu ego, sua vaidade e lhe dará força para
persistir.
O caminho se faz caminhando, é nele
que se encontram as razões para seguir
ou parar e é no peregrino que está a força ou a fraqueza interior para dar o
próximo passo ou fazer a próxima curva. Portanto, você é o peregrino do caminho
para seu sucesso ou seu fracasso,
que estrada vai escolher?
Música árabe mais linda que já vi El Alem Allah
El Alem Allah
El alem allah ad eih,
Alby we rohy dabo feek.
El alem allah ad eih,
Alby we rohy dabo feek.
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Wallah dobt feek,
We khadety behoor eneik.
Salemt el alb leek,
Mengheir ezay we leih.
Wallah dobt feek,
We khadety behoor eneik.
Salemt el alb leek,
Mengheir ezay we leih?
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Howa el hob eih?
Gheir nazra men eneik?
El lamsa mein edeik?
Gheir alb tekhaf alei?
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
El alem allah ad eih,
Alby we rohy dabo feek.
El alem allah ad eih,
Alby we rohy dabo feek.
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Dally eiono dawebony wallah.
Elly feia yellam allah.
Só Deus Sabe
Só Deus sabe
o quanto,
É profundo
meu amor por ela.
Só Deus sabe
o quanto,
É profundo
meu amor por ela.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
Eu juro eu
derreti nela,
Os oceanos
dos seus olhos me pegaram.
Eu lhe dei
meu coração,
Sem perguntar
como e por que.
Eu juro eu
derreti nela,
Os oceanos
dos seus olhos me pegaram.
Eu lhe dei
meu coração,
Sem perguntar
como e por que.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
O que é amor
exatamente?
Além de um
olhar de seus olhos?
Além de um
toque da sua mão?
Além de um
coração para cuidar?
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
Só Deus sabe
o quanto,
É profundo
meu amor por ela.
Só Deus sabe
o quanto,
É profundo
meu amor por ela.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
Os olhos dela
me derreteram, eu juro o meu Deus.
Só Deus sabe
o que esta acontecendo comigo.
TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e
esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que
sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso
consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à
porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar
tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos, 15-1-1928
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