Um dia me fizeram uma pergunta: "Quantas pessoas vc acha que irá no seu enterro?"
Sem titubear disse: "Nenhuma."
A pessoa: "Como assim nenhuma?"
Devolvi: "Sim, nenhuma, porque não tenho família, somente parentes, meus amigos estão ocupados e pelo motivo mais óbvio é que doei meus órgãos e se nenhum deles for útil para dar a vida a alguém, meu corpo pertencerá aos alunos de medicina para estudar."
O ser humano desorientado, espantado: "Nossa como vc é fria e calculista, vc fala da morte como se fosse algo comum e nada doloroso, eu quero viver muito".
Ri, e não deixei de responder: "Por um acado a morte é incomum ela só assola os doentes, coitados, e pessoas más? Não, não meu amigo ela é algo comum sim, e sempre devemos estar prontos para a passagem, eu não quero viver muito quero viver o suficiente, o suficiente para me sentir bem, e qdo estiver a depender dos outros para tudo, pf já passou da hora de partir, ninguém merece deixar de viver para cuidar de mim, quero partir enquanto ainda estiver, andando, vendo, cheirando, sentindo e lúcida, para poder agradecer o quanto vivi ou o quanto sobrevivi."
E a pessoa partiu e nem se despediu, depois dessa conversa nunca mais conversou comigo, bem, não perdi um amigo, pra falar a verdade não perdi nada apenas me livrei de mais um ser humano sem luz e sem conhecimento, dessas pessoas que desejam ser um peso morto na vida dos seus próximos desculpas a sua distancia me faz muito bem.
Caso verídico vivido por mim Evelyn Golin.
Sim as coisas acontecem comigo e resolvi compartilhar esse causo...
by Eve Golin
Evelady
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