- tirar a
pele com todo o cuidado, evitando cortes ou furos;
- logo após
a esfola, a pele deve ser limpa de todos os restos de carne e gordura, bem como
de todas as membranas, ficando o couro totalmente limpo;
- se a pele
estiver muito suja, pode ser lavada com água e sabão, desde que seja bem
enxaguada;
- pronta a
pele, deve ser mergulhada num "banho" durante 6 dias;
- no sétimo
dia, tirar a pele do banho, torcer bem para sair todo o líquido e depois
pendurar à sombra, em um varal, presa por pregadores, como se fosse roupa
lavada;
- à medida
que for secando, o criador vai esticando a pele no sentido do seu comprimento e
também de sua largura, mas até um certo limite, para evitar que rasgue ou fique
esgarçada;
- depois de
seca e esticada, deve ser passada pelo lado de seu couro, em uma aresta, para
amaciar;
- passar,
depois, talco para desengordurar;
-
finalmente, basta sacudi-la e passar uma escova para tirar todo o talco e a pele
estará pronta para ser usada.
O
"banho" ou solução, por nós indicado, para o curtimento caseiro de
peles tem a seguinte fórmula:
- alúmem em
pó (pedra ume) - 500gr
- cloreto
de sódio (sal de cozinha) - 250gr
- água - 5
litros
Para que
esses elementos químicos se dissolvam melhor, a água pode ser aquecida, mas as
peles só devem ser mergulhadas quando o banho estiver morno ou frio.
Essa
quantidade de solução serve para o curtimento de 5 peles e pode ser utilizada 2
vezes, desde que seja coada com um pano, após utilizada pela primeira vez.
O valor das
peles depende, em grande parte, da técnica correta de abate, da esfola, da
secagem (quando for o caso), do curtimento e de sua conservação.
Quando em
mau estado, as peles são destinadas à fabricação de feltros (pêlos), colas e
gelatinas (couros). Quando curtidas sem os pêlos, os couros de coelhos produzem
excelentes pergaminhos, bem como camurças e napas, para a fabricação de
sapatos, bolsas, luvas, etc.
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